A Tradição Viva do Congo no Espírito Santo: Uma Celebração Cultural

Descubra a riqueza das bandas de congo e sua importância histórica e cultural no Espírito Santo, com destaque para festivais e manifestações populares

O Congo é uma das expressões culturais mais populares e celebradas no Espírito Santo. Várias cidades do estado têm bandas tradicionais de congo e organizam festivais dessa arte popular, como por exemplo, a Barra do Jucu. No acervo da Midiateca, é possível encontrar objetos museológicos que destacam a importância dessa tradicional expressão cultural para o estado. Lá, encontram-se cartazes de festivais de Banda de Congo do estado.

As bandas de congo possuem bandeiras ou estandartes próprios, além de tambores, casacas (instrumento musical tipicamente capixaba), caixas e chocalhos. Elas são manifestações culturais que unem elementos dos povos que formaram não só o estado, como também o país. O tambor, muito utilizado nas festas e tradições dos povos negros escravizados e dos indígenas, e a religiosidade dos povos brancos europeus, especialmente o catolicismo trazido pelos portugueses, são componentes fundamentais dessa expressão cultural.

Na Barra do Jucu, temos três bandas de congo muito tradicionais: as bandas de Mestre Alcides, Mestre Honório e Jacarenema. Já em Regência, temos a festa centenária da Levantada e Fincada do Mastro do Congo, que acontece em novembro e conta com a participação da Banda de Congo de Regência. Lá também ocorrem a festa de Caboclo Bernardo e o Encontro de Bandas de Congo.

Você já participou de alguma festividade de congo ou tem algum registro desse patrimônio cultural do estado? Conte pra gente nos comentários!

Banda de Congo da Barra do Jucu (acervo: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo)

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BNCC:

Falar de Congo é falar de cultura, tradição e patrimônio. Presentes em todo o Estado, especialmente em muitas regiões da Grande Vitória e municípios do norte, as Bandas de Congo utilizam instrumentos sonoros simples, feitos de materiais como madeira oca, barris, taquaras, pele de cabra ou de boi, e latas. Ao som de tambores, bumbos, cuícas, chocalhos, ferrinhos, triângulos de ferro e pandeiros, homens e mulheres cantam músicas antigas ou novas que fazem referência a fatos históricos como a escravidão e a Guerra do Paraguai, santos de devoção popular, e Orixás associados a elementos da natureza e ao ser humano, abordando temas que vão do amor e morte até questões políticas e sociais.

E como trabalhar esse tema em sala de aula e como utilizar o acervo da Midiateca Capixaba?

Convide os alunos para pesquisar mais sobre o território capixaba, indicando os territórios onde a presença de Bandas e Grupos de Congo são mais presentes, incluindo a disciplina de matemática (EF07MA37), oriente que os alunos criem gráficos com essas informações. Eles ainda podem ser orientados em pesquisar sobre o Congo Capixaba, suas origens, sua trajetória no Espirito Santo e até mesmo sua institucionalização como Patrimônio Cultural Imaterial (EF04ER04, EF04ER05), observando os itens presentes na Midiateca Capixaba como fontes de informação para o desenrolar da pesquisa.

Viu como a Midiateca Capixaba pode contribuir? Fique à vontade para explorar nosso acervo e usar a imaginação!

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