Relíquias de Madeira: Explorando Móveis Antigos no Museu da Midiateca

Quem aí não lembra dos móveis da casa da avó quando era criança? Design e materiais diferentes marcam cada época e registram a trajetória da sociedade

Quando pensamos em museu, a primeira coisa que nos vem à mente são pinturas e esculturas. Porém, os museus também possuem uma infinidade de objetos de civilizações passadas e de outros séculos e décadas, que ajudam o público a entender como as coisas foram criadas e a evolução delas e da sociedade.

No acervo da Midiateca podemos encontrar diversos objetos de épocas passadas, como camas, mesas de cabeceira, armários ou espreguiçadeiras, todos feitos de madeira maciça como jacarandá, mogno, carvalho e outras tantas utilizadas na fabricação de móveis na época. Através deles podemos ver a diferença na utilização de matérias-primas, de design e de funcionalidades.

Os móveis antigos revelam muito mais do que apenas estilos de design; eles mostram inovações tecnológicas e culturais. Por exemplo, algumas camas antigas podem esconder gavetas secretas, usadas para guardar objetos de valor, demonstrando a preocupação com a segurança e a privacidade.

As mesas de cabeceira não eram apenas para apoiar livros ou lâmpadas, mas muitas vezes incluíam compartimentos especiais para guardar cartas e medicamentos, refletindo as necessidades e hábitos das pessoas daquela época.

Escaninho (acervo: Palácio Anchieta)
Relógio Carrilhão (acervo: Palácio Anchieta)

Além disso, os materiais utilizados contam uma história rica sobre o comércio e a exploração de recursos naturais. Madeiras exóticas como o jacarandá e o mogno eram muito valorizadas e frequentemente importadas de regiões distantes, mostrando o alcance do comércio global mesmo em tempos passados.

Curiosamente, o design dos móveis também reflete mudanças sociais e econômicas. Durante o período vitoriano, por exemplo, os móveis eram frequentemente ornados e complexos, refletindo a opulência da época. Já no século XX, com o movimento modernista, houve uma transição para projetos mais simples e funcionais, influenciados pelo avanço industrial e a busca por praticidade.

Quem aí não lembra dos móveis da casa da avó quando era criança? Eram móveis completamente diferentes dos atuais. As camas, em sua maioria, eram de madeira maciça pesada. Esses objetos, além de nos trazerem memórias afetivas, também nos ensinam sobre história. Cada um desses objetos nos mostra como a sociedade foi se transformando ao longo da história. 

E aí, qual de vocês ainda guarda um objeto antigo?

BNCC:
Explorando os móveis antigos presentes nos lares capixabas, podemos mergulhar em uma jornada nostálgica, repleta de lembranças e histórias. Considerando a importância da memória na formação da identidade individual, conforme proposto na BNCC (EF02HI04, EF01ER05, EF01ER06) podemos integrar essa temática ao processo de ensino e aprendizagem de maneira enriquecedora.

Uma abordagem sugerida é a realização de uma exposição fotográfica dos móveis selecionados pelos alunos, proporcionando uma experiência multidisciplinar. A disciplina de História pode contextualizar cada item, explorando o seu significado histórico e cultural. Já a disciplina de Língua Portuguesa pode incentivar os alunos a produzirem textos a partir de entrevistas junto aos seus próximos para que sejam expressas suas memórias e sentimentos relacionados aos móveis. Enquanto isso, a disciplina de Arte pode engajar os alunos na organização da exposição, utilizando as curadorias disponíveis no acervo da Midiateca Capixaba como referência.

Dessa forma, a exposição fotográfica dos móveis antigos não apenas resgata memórias e histórias familiares, mas também promove a interdisciplinaridade e o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. Além disso, essa atividade estimula a reflexão sobre a importância da preservação da memória coletiva e individual, contribuindo para a construção de uma consciência histórica e cultural mais ampla.

Viu como aprender pode ser divertido?

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