Tesouros da Água: um mergulho no Museu do Colono

O acervo da Midiateca no Museu do Colono preserva e revela a história da colonização no Espírito Santo através de objetos que remetem à água, transportando-nos para diferentes épocas e costumes

O Museu do Colono, localizado em Santa Leopoldina, Espírito Santo, é um importante guardião da história da colonização no estado. Um dos destaques do seu acervo é a coleção de objetos relacionados à água, presentes na Midiateca. Esses itens variam desde jarras de cristal lapidadas e porcelanas finas até taças de vidro ornamentadas com ouro. Além disso, fotografias de enchentes retratam a relação da sociedade com a água ao longo dos anos.

Cada peça do acervo conta uma história, revelando aspectos das décadas passadas e os hábitos dos colonos que chegaram ao Espírito Santo. Esses objetos não só ilustram o cotidiano e os costumes dos imigrantes, mas também refletem a importância da água como elemento vital e meio de transporte. Os jarros e taças, por exemplo, são testemunhos dos itens trazidos pelos colonos através de longas viagens marítimas pelo Oceano Atlântico.

Os rios da época colonial eram fundamentais, atuando como “estradas” naturais que facilitavam o deslocamento de pessoas e mercadorias. Além de seu papel logístico, os cursos d’água eram cruciais para a subsistência, fornecendo alimentos e possibilitando o desenvolvimento das comunidades.

A importância da água transcende o passado e continua a ser um recurso essencial para o desenvolvimento humano. No Museu do Colono, a água é celebrada não apenas como um elemento natural, mas como uma testemunha silenciosa das transformações sociais e culturais. A coleção de objetos relacionados à água no museu é um convite para refletir sobre o valor histórico e simbólico desse recurso vital.

Aqui, abordamos itens presentes no Museu do Colono, mas o Espírito Santo é formado por diversas outros povos e culturas. Você possui algum objeto antigo ou fotografia que relacione a sua história à água? Se sim, ele pode ser uma valiosa adição à narrativa viva que a Midiateca se empenha em preservar e compartilhar com as futuras gerações.

Jarra d’água (acervo: Museu do Colono)

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Como vimos, antigamente, as jarras de água eram muito comuns por várias razões práticas e culturais. Antes da invenção de sistemas de encanamento modernos, as pessoas precisavam armazenar e transportar água de poços, rios ou fontes para suas casas, e as jarras de água eram ideais para essa tarefa. Jarras de barro, por exemplo, tinham propriedades que ajudavam a manter a água fresca, especialmente em climas quentes, pois a evaporação da água pela superfície porosa do barro ajudava a resfriar a água no interior da jarra.

A água era necessária para várias atividades diárias, como cozinhar, lavar e beber, e ter jarras de água facilitava o acesso rápido e conveniente a esse recurso essencial dentro de casa. Nas casas antigas, a água corrente não era comum, então as jarras eram uma solução prática para manter um suprimento de água disponível. Além disso, em muitas culturas, jarras de água também tinham um papel simbólico e estético. Elas eram frequentemente decoradas e podiam ser usadas em cerimônias religiosas e sociais, como bem vimos nos itens expostos nessa curadoria.

Mas como podemos trabalhar esses itens em sala de aula? Os alunos podem ser convidados a analisar os itens presentes na curadoria e relacionar aos costumes atuais, elaborar entrevistas e pesquisas com os mais próximos para conhecer os costumes passados e até mesmo organizar exposições com esses materiais e com as informações coletadas, apresentando um “antes e depois das coisas e costumes” (EF02HI06, EI02ET04, EF02LP17, EF69LP38).

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